quinta-feira, 29 de abril de 2010

Urbanização e Regiões Metropolitanas Brasileiras

Somente na segunda metade do século XX, o Brasil tornou-se um país urbano, isto é, mais de 50% de sua população passou a residir nas cidades. Outro fato marcante é que a partir da década de 1950,o processo de urbanização no Brasil tornou-se cada vez mais rápido.
Podemos verificar que o crescimento da população urbana em relação à rural coincidiu com o período de consolidação da industrialização do país, sendo que, em 1970, pela primeira vez havia mais habitantes nas cidades do que no campo.
A região Sudeste foi a maior responsável por essa mudança, pois nessa região a industrialização foi mais intensa. Em 2000, segundo o IBGE, 90,5% da população do Sudeste era urbana

A rede urbana do Brasil

A rede urbana de uma região envolve as relações entre o campo e a cidade e as relações entre os diferentes tipos de cidades. A existência de uma rede de transportes e de comunicação é fundamental para que uma rede urbana seja integrada.
A rede urbana brasileira tem como principal característica as disparidades regionais, pois enquanto ela é bem articulada no Sudeste, o mesmo não ocorre nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Sudeste - a mais importante do país, porque possui as maiores e as principais cidades. Bem mais articulada, é integrada por rodovias, aeroportos, portos, ferrovias e infovias.
Sul - É a segunda do Brasil. Possui duas metrópoles nacionais (Porto Alegre e Curitiba) e boa infra-estrutura de transportes e comunicações,
Nordeste - É a terceira mais importante. A área litorânea (Zona da Mata) concentra as principais cidades incluindo Salvador, Recife e Fortaleza), portos, indústrias, rodovias e aeroportos.
Norte e Centro-Oeste - São desarticuladas, com poucas cidades importantes, pequena malha rodoviária e baixa densidade urbana e industrial.

A hierarquia das cidades brasileiras

Dentro da rede urbana brasileira, encontramos uma hierarquia na qual as menores cidades estão subordinadas às grandes cidades, que, por sua vez, estão subordinadas às duas metrópoles globais do Brasil.
Segundo o Atlas nacional do Brasil, publicado em 2000 pelo IBGE, temos no Brasil um esquema de hierarquia urbana que classifica as cidades conforme sua grande área de influência: metrópole global, metrópole nacional metrópole regional, centro regional, centros sub-regional 1 e centros Sub-regional 2.

Regiões metropolitanas do Brasil

A análise da composição das regiões metropolitanas do Brasil, às quais foi acrescentada a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride), revela as diferentes escalas do processo de urbanização brasileiro. Segundo o IBGE, entre as regiões metropolitanas podemos distinguir áreas metropolitanas plenas e áreas metropolitanas emergentes. Os critérios para diferenciá-las são internacionais: a população e a estrutura produtiva.

O número mínimo de habitantes

para identificar as regiões metropolitanas plenas foi de 800 mil em seu município principal, segundo a Contagem da População de 1996. Já as regiões metropolitanas emergentes possuem menor número de habitantes em seu município central, mas os "municípios do seu entorno podem apresentar um patamar suficiente para constituir uma aglomeração urbana integrada". Duas exigências são feitas para que as regiões sejam consideradas metropolitanas emergentes: que apresentem densidade demográfica igual ou superior a 60 hab./km2 e tenham percentual de população economicamente ativa em atividades urbanas igual ou superior a 65% da PEA total.
Segundo o IBGE, são doze regiões metropolitanas plenas e dez regiões metropolitanas emergentes.

REG.METROPOLITANAS Nº de munic. MUNIC.
l - São Paulo 39 São Paulo
2-Rio de Janeiro 19 Rio de Janeiro
3 - Salvador 10 Salvador
4 - Belo Horizonte 33 Belo Horizonte
5 - Fortaleza 13 Fortaleza
6 - Integrada de Brasília 23 Brasília
7 - Curitiba 25 Curitiba
8 - Recife 14 Recife
9 - Porto Alegre 30 Porto Alegre
10- Belém 5 Belém
11- Goiânia 11 Goiânia
12- Campinas 19 Campinas

Regiões metropolitanas emergentes

13-São Luís 4 São Luís
14-Natal 6 Natal
15-Londrina 6 Londrina
16-Baixada Santista 9 Santos
17-N-NE Catarinense 19 Joinville
18-Florianópolis 22 Florianópolis
19-Maringá 8 Maringá
20-Grande Vitória 6 Vitória
21-Vale Do ltajaí 16 Blumenau
22-Vale do Aço 4 Ipatinga

O complexo metropolitano brasileiro

O fenômeno do surgimento das megalópoles não se encontra restrito ao hemisfério norte ou aos países desenvolvidos. O Brasil é o único país subdesenvolvido a apresentar uma aglomeração urbana que é resultado de conurbação das duas metrópoles globais brasileiras, isto é, o Complexo Metropolitano do Sudeste: eixo Rio de Janeiro – São Paulo.
Esse complexo possui características que indicam tratar-se do esboço da primeira megalópole brasileira. Abriga mais de 30 milhões de habitantes (aproximadamente 20% da população brasileira) concentrados entre as áreas metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, ligadas pela mais movimentada rodovia do país, a Via Dutra. Além disso, em seu eixo - o Vale do Paraíba - está localizado um dos principais tecnopolos brasileiros: a cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo. A abrangência do Complexo Metropolitano do Sudeste ultrapassa os limites do Vale do Paraíba e incorpora as áreas de Campinas (outro importante tecnopolo), Jundiaí, Santos (o principal porto do país), que tem nas rodovias Anhangüera, Bandeirantes, Anchieta e Imigrantes importantes vias de circulação de pessoas e mercadorias.

Principais problemas sociais das metrópoles brasileiras

A intensa e acelerada urbanização brasileira resultou em sérios problemas sociais urbanos, entre os quais, podemos destacar:
- Aumento do número de favelas e cortiços que ocupam, muitas vezes, áreas de mananciais ou áreas florestais consideradas regiões de risco. Isso significa que os mananciais, isto é, as fontes de abastecimento de água, podem ser poluídos. Nas
áreas florestais, o desmatamento de encostas põe em risco a vida das pessoas.
- A falta de infra-estrutura acompanha o crescimento das favelas. A rede de esgotos, de coleta do lixo, de água encanada, de luz, de telefones é insuficiente ou clandestina. Além de os objetos serem jogados em rios ou em áreas de mananciais, soma se o risco de contaminação por roedores e insetos.
- Todas as formas de violência estão presentes nos centros urbanos: homicídios, sequestros, assaltos, filas para atendimento médico, acidentes de trânsito, desemprego, etc.

13 comentários:

  1. Obrigada,pelo artigo foi muito útil...
    Parabéns é muito bom!

    ResponderExcluir
  2. nossa, você intende do assunto, vai ser otimo pro meu trabalho de geografia!!
    obrigado e PARABÉNS!!!

    ResponderExcluir
  3. Obg professor, foi muito util esse texto tirei uma exelente nota ;) bjos

    ResponderExcluir
  4. Prof. vc não colocou na sua listagem a região metropolitana de Manaus que já é a 10ª maior região metropolitana, ultrapassando a de Belem e a 7ª maior cidade do Brasil, ultrapassando a cidade de Curitiba (censo de 2010). Obrigado!

    ResponderExcluir
  5. Gostei bastante da matéria, mas eu precisava das 14 emergentes. Pode ser que tenha mudado atualmente,mas foi muito útil.

    ResponderExcluir
  6. ele copiou o texto do livro de geografia volume 3 da autora LUCIA MARINA E TERCIO. O ESPAÇO BRASILEIRO: NATUREZA E TRABALO..RSRS

    ResponderExcluir
  7. Obrigado, ajudou bastante a estudar para minha prova

    ResponderExcluir
  8. Obrigado, me ajudou bastante em dúvidas que eu tinha pra um concurso que vou fazer.

    ResponderExcluir
  9. Nossa é a 1ª vez que encontro esse assunto tão bem explicado, sem frescuras, vai ser perfeito para o concurso que vou fazer!! Obrigada mesmo!

    ResponderExcluir